quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Quer medir o amor de uma pessoa que te ama de verdade?
"Conte as gotas de água do oceano, mais os grãos de areias da praia e ainda cada estrela que há no céu"
(...) Vá a merda! Sem essa!
O amor é pra ser sentido, é presença e não medida!

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Seguindo os próprios passos

Ela é tão rara:
se deixar caminha pelas noites frias na praia
Encanta com palavras,
Nada contra a maré.

Ainda nem chegou,
Mas deixou estrelas por onde passou.
Como um farol se tornou guia do andarilho distante,
Com sua luz ofuscou os olhos do passante
E ele agora nem se lembra de onde esteve antes.

Caminha ao encontro dela [sem saber]
Caminha ao encontro de si mesmo,
Seja onde for, que se faça acontecer
Pois o destino dele é um caminho,
Quem sabe o dela não seja um encontro?

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

É estranho quando me vejo do outro lado,
em outro alguém, num lugar distante,
num lugar em que nunca estive antes,
mas que ainda assim,
eu encontro as pequenas partes de mim

Nosso pequeno teatro cotidiano

O Nosso pequeno teatro
Encena as paixões
Transforma as próprias emoções
Multiplica os sentimentos
E compartilha das desilusões

Faz a mentira do cotidiano
Clímax de um espetáculo da vida
Inflama conflitos em hipérboles e antíteses
Transfigura a imagem dos desejos em minúsculas sínteses

Encarna as desilusões
Recria os mesmos sentimentos
Compartilha as paixões
E dá a chance de fazer novas escolhas: uma nova esquete.

Esse pequeno teatro nunca acaba
O que acaba são as chances de interpretar
As máscaras caem, nosso mundo desaba

E é sempre o mesmo desafio: recomeçar.

Eu roubei a força do vento

Eu roubei a força do vento,
Quando tomei dele a esperança.
Apaguei as marcas do meu sofrimento
E o tranquei numa aliança.

Deixei de lado o meu sonho,
Só pra não deixar o vento levar minha força
Tranquei dentro de mim aquele anjo
Que agora se sufoca respirando outros ares.

Cansado de não encontrar meus braços,
Que quando o envolvem deixam tantos espaços,
Esse anjo se resguarda na esperança
Que eu me tome pela sinceridade de uma criança.

E me entregue sem lamentos,
Deixando o vento livre aos quatro cantos.
Espalhando que não existem mais sofrimentos,

E que da terra florirão encantos.