Eu tenho o dom de fazer chover.
quarta-feira, 12 de março de 2014
terça-feira, 11 de março de 2014
Tudo aquilo que faço
Soma um trajeto e um espaço
Entre a verdade,
E a maldade
Além do que se pode sonhar
Além do que se pode ser
Água que se esvai por entre os dedos
Onda que arrasta desejos
Do nome, surge: esperança, escolha,
Mudança que abala e ressoa
Folha que o vento embala,
Toma nos braços, aconchega e balança.
Uma escolha não é em vão.
Eu sei que não.
Mas sempre encontrarão um vão.
Vão fazer de tudo!
Farão de tudo
pra tomar o oceano do meu olhar
Mas se desse mar,
gotas escorrerem novamente
Não me importo,
Por mais que a gente tente.
Cada gota d’água que escorre na terra
É um novo florescer.
Poetizar pessoas.
Esquecer
pensamentos.
Retocar as
lembranças,
Sem revirar o
passado.
Trilhar novos calçados
Remediar
situações,
Medicar é o que
nos resta,
Afinal, prever
feridas não está em nós.
Desatar nós
Faz parte do ócio
humano
Desempregar o
comodismo,
Dar coerência ao
caos!
Esse é o nosso
show de horrores
Onde dos nomes e
das flores
Ninguém se
lembra!
Mas os defeitos e os vícios, todos anotam.
O que nos falta é sobriedade
para dizer a verdade,
cantar o que faltou
aquela canção dizer.
Ela toma minhas palavras,
zomba das besteiras que falo.
Encanta meus olhos, enquanto,
eu sigo firme, finjo que não me abalo.
E o tempo? Pra entender eu procuro ler o seu
olhar
mas eu quero é beijá-la, tomá-la
pra dançar
as palavras agora fogem à memória
o tempo não apaga, mas muda essa história
Às vezes eu faço o que quero,
Às vezes faço o que é preciso
O tempo não é alheio aos nossos desejos
Por isso, não sei se sou covarde ou indeciso.
Talvez seja isso.
Talvez a vida seja uma estranha fábrica
de realização de desejos,
talvez.Poética à Literatura.
“Ela era criticada porque sonhava demais.
E quando era realista, falavam que ela
precisava sonhar!”
Mas ela guardou dentro de ti seus sonhos.
Um dia, uma dama lhe tomou pelas mãos.
Contou a ela a sua história.
Das mil e uma noites que vivera até ali.
De quando conheceu Virgílio,
Buscou o purgatório e o paraíso,
Mas que não fora com Dante até o inferno.
Encontrou Victor Hugo e todos os seus
miseráveis.
Contemplou as paixões de Romeu e Julieta,
Provou do toque suave das mãos de Austen e das
paixões fervorosas das Brontë.
Riu das sátiras de Molière e da má sorte de
Camões.
Ouviu o chamado de Cthulhu e seguiu amedrontada
de mãos dadas à Berenice.
Em meio a tanta Guerra e Paz, Crimes e Castigos
Largou Fausto e suas indagações.
E num planeta distante encontrou o Pequeno Príncipe.
Por ironia, se apaixonou pelo Dom Casmurro
Conheceu Drummond e o seu sentimento do mundo
E viu que em cada Pessoa há outro eu.
Seu nome entre tantos outros era Literatura,
também, o nome da Rosa.
Da sua Cegueira, um novo sonho nasceu.
E diante da morte eminente e intermitente,
tomou aquela garota pelas mãos
E lhe disse que mesmo diante daquela
enfermidade ela não morreria,
Pois ainda há poetas que querem sonhar,
Então, que tudo Quintane-se! Mas que não
desista!
A Literatura vive porque os sonhos ainda estão
presentes:
“Seja livre e sonhe, se cheguei até aqui foi
para incentivar os seus sonhos
E você no simples viver de menina tem o dever
de realizar”.
2012 II
Certa noite enquanto olhava as estrelas,
Resolvi dar nome a uma delas;
Eu quis chamá-la de futuro.
Depois de ter visto o brilho do futuro nos
seus olhos.
Eu pude sentir o futuro próximo de mim.
Pude ver que você era como o vento,
Sem vê-lo, somente sentindo assim:
Tão longe e tão perto; Tudo ao mesmo tempo.
Seu rosto trazia marcas,
Traços que o tempo dizia serem histórias,
Histórias que você chama de experiência,
Que pra mim surgiram de uma coincidência.
Histórias que com você quero recontar,
Uma história que se não fosse minha, nem
acreditaria.
De uma pessoa que por acaso conheci
E que se hoje não
existisse, eu inventaria!2012
Eu espero meu coração se aquietar,
Após tantos gritos,
Deixa-lo respirar.
Esquecer. E, um dia talvez, perdoar.
Apagar a marca de cada lágrima.
Me limpar da podridão de suas palavras sujas,
Finalmente enxergar.
E contemplar a mentira nos seus olhos.
Compreender quantas desculpas cabe num só olho castanho
E ver: Agora é tudo tão estranho!
O que fazia de mim tão leve.
Hoje traz um fardo que o meu coração nunca teve.
Você não me deu escolhas,
Tirou de mim tudo o que eu tinha.
Enquanto tentando entender, eu te dava a razão.
Suas palavras machucavam meu coração.
Eu me pergunto agora: Eu errei?
Eu só espero meu coração se aquietar,
E após tantos gritos,
Deixa-lo respirar.
Mas ao entardecer tudo irá mudar
Enquanto estiver medindo suas palavras
O remorso irá te
torturar, e após ouvir seu peito gritar:
Eu prometo que esperarei ele se aquietarPoesia em parceria com meus queridos alunos do 8º ano - ANGLO Itaí
O amor é vital
é sobrevivência, é razão
aquilo que desconheço,
um sentimento sem explicação.
É fácil viver, difícil explicar
É negação!
O que não se entende,
não se escolhe, surpreende.
Parece que não consigo encontrar uma direção
os dias se passam e não consigo esquecer
Sete bilhões de corações confusos,
a cada novo sentimento me renovo num amanhecer.
Minhas escolhas que delas florescem iras e sorrisos
Incompreensão, alegrias, angústi as e castigos.
Porque poucos entendem que um dia sem seu olhar,
é tarde vazia, uma noite sem luar.
é sobrevivência, é razão
aquilo que desconheço,
um sentimento sem explicação.
É fácil viver, difícil explicar
É negação!
O que não se entende,
não se escolhe, surpreende.
Parece que não consigo encontrar uma direção
os dias se passam e não consigo esquecer
Sete bilhões de corações confusos,
a cada novo sentimento me renovo num amanhecer.
Minhas escolhas que delas florescem iras e sorrisos
Incompreensão, alegrias, angústi
Porque poucos entendem que um dia sem seu olhar,
é tarde vazia, uma noite sem luar.
- Dos meros diálogos cotidianos.
"Acredito que as pessoas podem sempre mudar para pior,
mas que há no amor uma chance delas encontrarem
a sua essência e por isso, serem melhores"
mas que há no amor uma chance delas encontrarem
a sua essência e por isso, serem melhores"
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Seguindo os próprios passos
Ela
é tão rara:
se
deixar caminha pelas noites frias na praia
Encanta
com palavras,
Nada
contra a maré.
Ainda
nem chegou,
Mas
deixou estrelas por onde passou.
Como
um farol se tornou guia do andarilho distante,
Com
sua luz ofuscou os olhos do passante
E
ele agora nem se lembra de onde esteve antes.
Caminha
ao encontro dela [sem saber]
Caminha
ao encontro de si mesmo,
Seja
onde for, que se faça acontecer
Pois
o destino dele é um caminho,
Quem sabe o dela não
seja um encontro?terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Nosso pequeno teatro cotidiano
O
Nosso pequeno teatro
Encena
as paixões
Transforma
as próprias emoções
Multiplica
os sentimentos
E
compartilha das desilusões
Faz
a mentira do cotidiano
Clímax
de um espetáculo da vida
Inflama
conflitos em hipérboles e antíteses
Transfigura
a imagem dos desejos em minúsculas sínteses
Encarna
as desilusões
Recria
os mesmos sentimentos
Compartilha
as paixões
E
dá a chance de fazer novas escolhas: uma nova esquete.
Esse
pequeno teatro nunca acaba
O
que acaba são as chances de interpretar
As
máscaras caem, nosso mundo desaba
E
é sempre o mesmo desafio: recomeçar.
Eu roubei a força do vento
Eu
roubei a força do vento,
Quando
tomei dele a esperança.
Apaguei
as marcas do meu sofrimento
E
o tranquei numa aliança.
Deixei
de lado o meu sonho,
Só
pra não deixar o vento levar minha força
Tranquei
dentro de mim aquele anjo
Que
agora se sufoca respirando outros ares.
Cansado
de não encontrar meus braços,
Que
quando o envolvem deixam tantos espaços,
Esse
anjo se resguarda na esperança
E
me entregue sem lamentos,
Deixando
o vento livre aos quatro cantos.
Espalhando
que não existem mais sofrimentos,
E
que da terra florirão encantos.
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