O que nos falta é sobriedade
para dizer a verdade,
cantar o que faltou
aquela canção dizer.
Ela toma minhas palavras,
zomba das besteiras que falo.
Encanta meus olhos, enquanto,
eu sigo firme, finjo que não me abalo.
E o tempo? Pra entender eu procuro ler o seu
olhar
mas eu quero é beijá-la, tomá-la
pra dançar
as palavras agora fogem à memória
o tempo não apaga, mas muda essa história
Às vezes eu faço o que quero,
Às vezes faço o que é preciso
O tempo não é alheio aos nossos desejos
Por isso, não sei se sou covarde ou indeciso.
Talvez seja isso.
Talvez a vida seja uma estranha fábrica
de realização de desejos,
talvez.
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