terça-feira, 11 de março de 2014

Poética à Literatura.

“Ela era criticada porque sonhava demais.
E quando era realista, falavam que ela precisava sonhar!”
Mas ela guardou dentro de ti seus sonhos.
Um dia, uma dama lhe tomou pelas mãos.
Contou a ela a sua história.
Das mil e uma noites que vivera até ali.
De quando conheceu Virgílio,
Buscou o purgatório e o paraíso,
Mas que não fora com Dante até o inferno.
Encontrou Victor Hugo e todos os seus miseráveis.
Contemplou as paixões de Romeu e Julieta,
Provou do toque suave das mãos de Austen e das paixões fervorosas das Brontë.
Riu das sátiras de Molière e da má sorte de Camões.
Ouviu o chamado de Cthulhu e seguiu amedrontada de mãos dadas à Berenice.
Em meio a tanta Guerra e Paz, Crimes e Castigos
Largou Fausto e suas indagações.
E num planeta distante encontrou o Pequeno Príncipe.
Por ironia, se apaixonou pelo Dom Casmurro
Conheceu Drummond e o seu sentimento do mundo
E viu que em cada Pessoa há outro eu.
Seu nome entre tantos outros era Literatura, também, o nome da Rosa.
Da sua Cegueira, um novo sonho nasceu.
E diante da morte eminente e intermitente, tomou aquela garota pelas mãos
E lhe disse que mesmo diante daquela enfermidade ela não morreria,
Pois ainda há poetas que querem sonhar,
Então, que tudo Quintane-se! Mas que não desista!
A Literatura vive porque os sonhos ainda estão presentes:
“Seja livre e sonhe, se cheguei até aqui foi para incentivar os seus sonhos

E você no simples viver de menina tem o dever de realizar”.

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